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Beschreibung
Roberto Schwarz, crítico de literatura, afirma que o universalismo da civilização burguesa na Europa atacou o privilégio feudal postulando a "autonomia da pessoa, a universalidade da lei, a cultura desinteressada, a remuneração objetiva, a ética do trabalho". No Brasil, nossa mediação social, o favor, posto e reposto, desloca aquelas ideias universais e universaliza a "dependência da pessoa, a exceção à regra, a cultura interessada, remuneração e serviços pessoais." Esta obra discute como a formação social brasileira faz com que tais ideias, entre nós, sejam "escrúpulos inúteis", apesar de sua circulação por aqui ser inevitável. Desejosa de fazer parte da civilização que o capital cria na Europa nossa elites rebaixam o mundo simbólico de lá para manter sua dominação pessoal e exploração material por aqui. Tais ideias, colocadas em circulação no Brasil, não possuem a eficácia que têm em seus países de origem, mas repõe nossas relações arbitrárias, hierárquicas, paternalistas que interessa às elites. Afinal, por que elas abririam mão de vantagens óbvias: reproduzir seus privilégios no País na medida em que participam das ideias mais modernas do mundo?
A universalização da exceção.
Details
| Verlag | Novas Edições Acadêmicas |
| Ersterscheinung | 22. September 2013 |
| Maße | 22 cm x 15 cm x 1 cm |
| Gewicht | 262 Gramm |
| Format | Softcover |
| ISBN-13 | 9783639897500 |
| Seiten | 164 |